quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nada de Maracanaço.


E o Brasil volta a disputar uma final de um torneio FIFA no lendário Maracanã.

Imediatamente surgirão noticias ( temerosas ou não) falando sobre um " novo maracanaço". Isso será impossível, não haverá maracanaço.

Não estou dizendo que o Brasil vencerá a Espanha ou a Italia, mas sim que existem mais diferenças entre  aquele 16 de julho de 1950 e esse 30 de junho de 2013 do que meramente a data.

1 - Só para começar,o jogo Brasil x Uruguai não era o jogo final da copa de 1950. Era sim um dos jogos da rodada final.
      Sim, a copa de 50 foi a única copa da história a não ter uma final propriamente dita. Havia um grupo de quatro finalistas que jogavam entre si e o melhor deles seria o campeão. O grupo era composto por Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai.

2 - O Brasil teve uma campanha muito superior a do seu rival.
      No quadrangular final, os brasileiros venceram e bem a Espanha (6x1) e a Suécia (7x1), enquanto que os Uruguaios empataram com os espanhois (2x2) e venceram a Suécia (3x2). Desta forma, o jogo Brasil e Uruguai viria a ser o jogo decisivo, sendo disputado concomitantemente com Suécia x Espanha, em São Paulo.
 
3 - Já eramos dados como campeões antes do jogo
     O Brasil jogava pelo empate, já que tinha a melhor campanha na fase final. Toda a imprensa declarava o time da casa como o mais novo campeão mundial.

4 - O maior público da história do futebol foi calado.
   Apenas poucas pessoas dentre as 199.854 pessoas presentes no estádio Maracanã tiveram algum motivo para comemorar. Mal houve uma cerimônia de premiação, onde o próprio Jules Rimet entregou a taça nas mãos do capitão uruguaio. Segundo Ghiggia, o autor do gol da vitória uruguaia: " O silêncio era tão grande que se uma mosca passasse por ali, ouviríamos seu zumbido".

5 - Nenhum jogador brasileiro voltou a atuar pela seleção.
   Sem contar de jogadores que se aposentaram e em especial marcou negativamente a carreira e a vida de Barbosa, o goleiro brasileiro daquela final. A coisa foi tão absurda que Barbosa chegou a ser impedido de visitar a concentração da seleção em 1994, com a alegação que ele "traria azar".

6 - A camisa da seleção nunca mais voltaria a ser branca.
   Até 16 de julho de 1950 a camisa da seleção não tinha as famosas cores verde e amarela, mas sim branca, com detalhes em azul nas mangas e na gola. Após isso foi abolida.

7 - Até hoje o feito é claramente lembrado no Uruguai.
   Você se irrita ao ver um Francês falar 3 a 0? Sugiro que não vá a Montevideo. É muito fácil achar algo que lembre daquele jogo, como esta singela estatua ao lado do estadio centenário.



Por isso falo sem o maior medo de errar: Não haverá Maracanaço.

   

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Agora a porra ficou seria, Neymar.


E então Neymar chega ao poderoso Barcelona.

E chega com status de craque e trás consigo a promessa de uma renovação e a perspectiva de uma grande parceria com Lio Messi.

Para começar, não sei se Neymar foi realmente cobiçado por Real e Barça  ao mesmo tempo. Mas se isso aconteceu de fato, o menino fez bem em ir para a Catalunha. Primeiro, porque o Barça realmente busca uma certa renovação em sua equipe e isso permite uma maior condição de ser titular logo. No Real eu duvido que isso aconteceria facilmente, pois individualmente os jogadores de lá são melhores ( e mais malas também ), além de que teria uma disputa de posição ( provavelmente) com Cristiano Ronaldo...


Agora ( como já foi comentado em todos os programas esportivos deste planeta), Neymar terá um time "a sua altura", já não será mais o protagonista, pelo menos não mais o único ator principal, sozinho no palco. É  possível que isso faça bem ao moleque. Agora... qual será o retorno de Neymar para o Barça?


É fato que ele é um ótimo jogador.
Já está bem acima da nossa média nacional e andava bem desmotivado nos gramados tupiniquins.
Poderia ter ido antes - pelo menos há um ano - assim já teria um pouco mais experiência em jogos de primeira grandeza, como os da seleção. Seu amadurecimento no time catalão será muito importante para a seleção na copa.

Neymar vai encarar o campeonato espanhol, que é quase um campeonato estadual daqui. ( Não pelo nível, mas pela discrepância entre as equipes fortes e fracas). Mas também vai encarar a Champions e aí sim ele será realmente testado e é aonde ele deve ser justamente avaliado.

Creio que ele tenha a consciência de que boa parte dos jogadores brasileiros que já estiveram lá, começando por Evaristo de Macedo, passando por Rivaldo, Ronaldos & cia, foram, no mínimo, bem sucedidos.

Já se falam em "melhor do mundo em 2014". E seu maior "concorrente" estará no seu próprio clube.

Mais fama, glamour e fortuna aguardam Neymar. E cobranças também.





domingo, 2 de junho de 2013

Bom, voltando a postar por aqui depois de muito tempo, volto para analisar a convocação da seleção brasileira do técnico Felipão, para os amistosos com Inglaterra (hoje), e França, e Copa das Confederações, começando primeiramente por avaliar individualmente cada jogador convocado:

Júlio César

Depois da Copa, com o peso de ter sido um dos "culpados" pela derrota ante a seleção da Holanda, entrou em decadência, e pelo que parece, realmente foi a perda de confiança em ser o camisa 1 da seleção...Felipão resgatou ele definitivamente para a titularidade.

Diego Cavalieri

Sucessor de Marcos, não aguentou ficar no banco até a aposentadoria do titular e foi tentar a sorte na Europa...e comeu o pão que o diabo amassou por lá...mas voltou com experiência para complementar o talento que já tinha, e dominou o ano de 2012,vaga justa.

Jefferson

Muitas vezes, certos jogadores estão neste ou naquele elenco por confiança do treinador...espero que este seja o único motivo dele estar na lista, pois pelo aspecto técnico, sempre foi um goleiro normal, ponto.

Daniel Alves

Um dos ou o melhor lateral-direito do mundo, o problema é ele se adaptar a um elenco que não seja o do Barcelona, tanto pela qualidade técnica, quanto pelo estilo de jogo, para saber apoiar no momento oportuno e quando ajudar a marcar. Mas é titular.

Jean

O eterno bom volante que sempre faz o feijão-com-arroz bem feito na lateral quando necessário. Mas realmente a posição está tão mal assim para atuarmos com um jogador improvisado, quebra-galho, para compor o banco de reservas?

Filipe Luis

Revelação selecionável desde quando jogava no La Coruña, voltou bem da grave contusão que teve e faz por merecer a vaga, um dos que mais vem evoluindo na defesa brasileira, hoje marca muito melhor, e já tinha como apoio um ponto forte.

Marcelo

Nosso melhor lateral-esquerdo, mas com temperamento no mínimo instável, acredito que sua vaga quase tenha sido posta em dúvida, mas como Júlio César, o voto de confiança deve lhe dar o ânimo necessário para apresentar o futebol que o levou ao Real Madri.

David Luíz

Ótimo zagueiro, extremamente técnico, se adaptou rapidamente a Liga mais dinâmica de todas na Inglaterra, peca um pouco na empolgação de apoiar o ataque quando têm espaço, lembrando muito o Lúcio, mas sua vaga na seleção é inquestionável.

Thiago Silva

Melhor zagueiro do mundo nos últimos dois ou três anos, praticamente unanimidade. Mas gora que joga uma liga mais fraca, o campeonato francês, espera-se que seu time continue sempre participando da Liga dos Campeões, para manter seu nível e titularidade.

Dante

Zagueiro completamente desconhecido de todos os brasileiros que não acompanham futebol internacional, já que tem praticamente toda sua carreira na Europa, teve um temporada 2012-2013 de altíssimo nível no Bayern de Munique, tem tudo para ser um bom reserva.

Réver

Grande zagueiro, nos últimos dois anos ganhou muito destaque no Brasil fazendo o básico da posição, e muito bem feito, pelo Atlético-MG. Foi testado algumas vezes em amistosos ridículos, que ainda bem, não foram considerados para garantir sua convocação pela regularidade.

Paulinho

Mesmo sendo badalado pela imprensa, suas atuações nos últimos dois anos lhe credenciam para a seleção, a dúvida é a função e o posicionamento dele na equipe de Felipão, já que no Corinthians a organização tática favorece as suas investidas...na seleção será o mesmo? 

Fernando

Típico cão-de-guarda da zaga que praticamente todo técnico gosta e a imprensa odeia, acredito que esteja na seleção unicamente pela confiança do Felipão no seu estilo "gaúcho" de jogo, tecnicamente não é grande coisa, mas pela sua função, convocação compreensível.

Luiz Gustavo

Convocação que mistura características do Dante e do Fernando, pois também tem como função a proteção a zaga, e tem sua carreira formada na Europa. Embora seja reserva de seu time, participou ativamente da temporada do melhor time do mundo neste ano...vale a confiança.

Hernanes

Jogador de carreira consistente e cujo investimento vale muito a pena, com técnica e temperamento até para ser capitão...infelizmente acredito que vai ser sacrificado na posição, devendo atuar como volante sendo que joga como meia central armador a algum tempo.

Oscar

Técnica muito apurada, se adaptou rapidamente ao estilo de jogo inglês, embora com altos e baixos no fim da temporada por conta da grande concorrência, acho muito novo para a importância que lhe pode ser conferida no torneio, pode sentir o peso da cobrança.

Lucas

Uma surpresa nos últimos seis meses com o São Paulo, teve uma atitude em campo melhor do que esperava, e encontrou o posicionamento que rendia mais, além de se adaptar rapidamente a outras funções no PSG...mas na seleção deve ter o mesmo problema do Hernanes.

Jádson

Bom jogador, tem qualidade técnica, sabe ser incisivo no ataque e armar o jogo pelo meio, mas nunca o imaginei com a camisa da seleção brasileira...acredito que tem sido convocado puramente pela falta de opções para o setor.

Bernard

Surgiu como revelação a nível nacional ano passado, e tem mostrado muita consistência em suas atuações. Me parece ter muito potencial, mas o considero muito verde para uma competição oficial pela seleção brasileira. Se tivesse sido mais testado, talvez fosse diferente...

Hulk

Jogador com estilo bem diferente do apreciado pelo brasileiro, muito bom tanto tecnicamente como taticamente, ganhou respeito no futebol europeu com seu vigor e agressividade em campo, mas infelizmente a pelo menos uma temporada não mostra o mesmo futebol que o consagrou.

Leandro Damião

Carreira meteórica no primeiro ano como profissional, foi se estabilizando em um nível mais baixo do ano passado para cá, mas acredito que tenha um futuro muito promissor com a camisa da seleção brasileira, se não para essa Copa do Mundo, vai brigar na próxima.

Fred

Centro-avante em melhor fase de 2011 para cá. Além do instinto nato para finalização, conta com muita sorte, pois os gols caíram no seu colo nos amistosos que disputou, o que não aconteceu com Luis Fabiano, que ficou fora da disputa, deve ser o camisa 9 do Brasil.

Neymar

Praticamente unanimidade entre a imprensa, e aclamado por boa parte da torcida, sua habilidade e jogadas plásticas, além do início de carreira cheio de grandes jogadas e títulos o confirmam como titular desta seleção, mas sua idade e o fator extra-campo são fatores negativos.

CONCLUSÃO: Não é uma seleção poderosa, comparada com as principais potências  mundiais, mas se tivesse tempo para treinar, e como a Copa das Confederações é um torneio de tiro curto, pode render uma grata surpresa.

Pela forma da convocação, tal seleção deveria atuar no formato 4-4-2 clássico, com dois meias mais avançados, mas a dúvida principal vem da titularidade ou não de dois jogadores, que podem dar uma variação tática diferenciada para a equipe, a custo de seu próprio desempenho individual: Hernanes e Lucas.

Hernanes no Brasil sempre atuou como volante de saída, mas suas atuações no apoio e articulação o levou a algumas "improvisações" à frente no São Paulo, o que o levou, apesar de não ser efetivado como meia, a ser contratado pela Lazio, para atuar como meia, primeiramente pela direita, depois, após uma alteração tática da equipe para o 4-5-1, a atuar como meia centralizado, articulando as jogadas dos meias ofensivos e apoiando com chutes de fora da área, mais perto do ataque.

Desta forma, imaginando que Felipão irá escalá-lo como volante, posição que ele não desempenha desde que saiu do São Paulo, perde-se um cérebro em campo para os momentos necessários, posição carente entre os jogadores brasileiros.

Quanto ao Lucas, no começo da carreira, teve uma dificuldade de adaptação em campo, quanto ao se posicionamento, variando de meia a atacante, mas parecendo perdido, até que em 2012 finalmente se adaptou a função de terceiro atacante pela direita, onde teve um desempenho que pessoalmente me surpreendeu positivamente.

Agora, no PSG, vem tendo atuações muito consistentes, ganhando a titularidade, atuando, hora como terceiro atacante, hora como "winger" pela direita, sendo coadjuvante ainda, mas contribuindo muito tanto no apoio ao ataque como na recomposição do meio-campo.

Embora acredite que o caso de Lucas possa ser resolvido mais facilmente que o do Hernanes, não duvidaria que ele fosse escalado como um meia-direita tradicional, posição que não irá privilegiar suas jogadas de velocidade, ou facilitar seu posicionamento de marcação pela lateral do campo.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Na terra de Tony Hulman, foi a vez do Kanaan


Olha, mesmo sendo fã de automobilismo, especialmente dos monopostos, nunca gostei muito de circuito oval.

Desde pequeno sempre achei que o legal em oval deve ser correr e não assistir ( não que nos outros tipos de circuito não seja assim, mas nos ovais a diferença é maior), principalmente nos últimos anos, onde as corridas táticas tem se tornado tão mais frequentes.

O jeito de se correr no oval é outro. E de se assistir também.

Mas nesse domingo a história foi outra.
Pra começar, não era qualquer gp. Não era Nazareth, Fontana, Chicago, Homestead, Las Vegas, entre outros. Era Indianapolis.

Vencer lá não é para qualquer um. Assim como vencer em Monaco. Me atrevo a dizer que é até um pouco mais. É bom lembrar que os ovais, além de circuitos obviamente velocíssimos, são implacáveis com aqueles que erram. Muitas das vezes, mortais.

Zapeando a tv no domingão me deparei com a quase esquecida corrida. Faltavam 50 das 200 voltas no circuito de 2,5 milhas. Fiquei observando a troca frenética de posições, quase um arerê, entre todos os pilotos, torcendo por uma bela batida, obvio.

Sem dúvida,o talento conta muito. Mas sem um certo pingo de sorte, ninguém se sagra vencedor numa corrida como essa.

O negócio começou a ficar realmente interessante nas ultimas 20 voltas, onde os pilotos já haviam feito as suas ultimas paradas para reabastecimento  e você não sabia que ainda estava economizando e que estava usando a mistura que fornecia a maior potência.

Para melhorar, Tony Kanaan, que ao longo de mais de uma década viu diversos pilotos se consagrarem neste oval ( incluindo o compatriota Helio Castroneves) estava bem posicionado, chegando até liderar naqueles instantes decisivos.

Faltando 6 voltas, o brazuka estava em segundo quando aconteceu uma bandeira amarela. Na relargada, faltando 3 voltas, Tony pulou na frente, e por um daqueles caprichos do destino, aconteceu uma outra bandeira amarela.

Gritei no sofá.

Pela primeira vez vibrei com uma corrida desse tipo, já que não vi a vitória de Emerson Fittipaldi, que foi numa circunstância muito parecida ( a diferença é que a batida foi justamente de Al Unser Jr)
Foi legal ver a torcida americana vibrando pelo Kanaan, que sem dúvidas, é um dos mais carismáticos pilotos no nosso automobilismo na atualidade.

Na terra de Tony Hulman, foi a vez do Kanaan.



terça-feira, 7 de maio de 2013

Senna, Schumacher e o velho bate - boca. Parte 3


E depois de uma boa pausa, voltemos a saga da eterna discussão entre qual dos pilotos é o melhor: Senna ou Schumacher.

Dessa vez, tratemos de suas temporadas vitoriosas.
88,90 e 91 do brasuka.
94,95,2000 a 2004 do germânico.

Senna, Prost e o MP4/4

Para entender o desempenho de Ayrton na temporada de 88, vamos entender o que se passava de maneira mais geral:
    1988 começa com o atual campeão mundial, Nelson Piquet, mudando da Williams para a Lotus  justamente substituindo o promissor Senna, que havia migrado para a McLaren. Mesmo ainda contando com os motores Honda para essa temporada, a equipe amarela não conseguiu montar um carro devidamente competitivo. Além disso, a atual campeã williams ficou sem seu motor Honda. Agora contava com os sofríveis motores Judd.
Sobrava para a Ferrari de Gerrard Berger e Michele Alboreto a inglória tarefa de parar uma das maiores combinações que uma equipe de F1 conseguiu fazer: Ayrton Senna, Alain Prost e o MP4/4. (Apesar que a McLaren - TAG de 84 com o mesmo Prost e Nikki Lauda fizeram um estrago até maior no mundial de construtores daquele ano)

Obviamente, a Ferrari pouco pode fazer.

Mesmo correndo ao lado de um bicampeão mundial, Ayrton manteve suas características e continuou soberano nos treinos. Treze poles de dezesseis possíveis.
Da mesma forma, continuou um piloto arrojado e por vezes, inconsequente. Coisa que contrastava com a performance do "professor" Alain, que era frio e sobretudo, contante.
Pelo seu ímpeto, Ayrton perdeu chances de vencer quando estava numa situação tranquila. Monza e Mônaco foram exemplos disso. Se as regras fossem como as atuais, o brasileiro teria sido segundo no mundial. Porém o regulamento considerava apenas os 11 melhores resultados, coisa que favorecia o estilo impetuoso do futuro campão de 88.

Naquele ano, começariam três relações que marcariam Ayrton até o fim de sua vida: Suzuka, Imola e Prost.
Senna, ironicamente num 1º de maio, conquista a primeira vitória em San Marino, a primeira vitória na McLaren e a primeira vitória em 88.
Neste ano, Senna também começou a lendária rivalidade com o Frances, que chegaria ao ápice nas 2 temporadas seguintes.
Por fim, o brasileiro conquistou a primeira vitória em território Japonês tendo uma pane no motor na largada, o que lhe custou algumas posições. Ayrton buscou adversário por adversário e, pilotando como ninguém na chuva, superou todos incluindo o francês, sagrando-se o campeão daquele ano.




Guerra.

Em 1990, Senna contava com a McLaren MP4/5B, muito parecida ao carro do ano anterior, (MP4/5), e tinha como colega de equipe o austríaco e futuro grande amigo Gerrard Berger. 

Pra começar o ano, Senna venceu de maneira incomum, largando em quinto nas ruas de Phoenix. Além da vitória, Ayrton travou um ótimo pega com um Jean Alesi, novato e possivelmente, fazendo uma de suas melhores corridas na carreira.


No Brasil, Senna dominou a corrida quase por completo até quebrar o bico numa manobra infeliz sobre um retardatário, ficando assim em 3º. Em Imola, o brasileiro teve um pneu furado. Em Mônaco, Senna conquista a segunda de suas seis vitórias e o primeiro de seus dois Grand Chelens ( pole, melhor volta e a corrida inteira na primeira posição)  que conquistaria naquele ano, por sinal, bem mais equilibrado do que a temporada do primeiro título de Ayrton.
Ao contrario das 15 vitórias da McLaren nas 16 etapas existentes, a equipe inglesa só contou com a meia dúzia de vitórias do brasileiro. É bem verdade que Berger era bem inferior a Prost, mas era indiscutível que a soberania do MP4/5B sobre os demais carros não era a mesma do MP4/4. Prost e Mansell formavam uma ótima combinação ( e sem tantas rusgas) na Ferrari e a Williams, mesmo com pilotos sem tanta expressão como Thierry Boutsen e Ricardo Patrese, mas já contava com os motores Renault e o FW-13B já era  um   protótipo do imbatível FW - 14B usado em  92. Além da boa temporada de Nelson Piquet que conseguiu  um terceiro lugar no campeonato,  com  43 pontos,  juntamente de Berger.

Senna também não venceu no México, Inglaterra, França, Hungria , Portugal e Espanha. Foi superado nessas etapas por Prost,  Mansell e Boutsen. Chegou no Japão podendo não pontuar,  caso o  francês  fizesse o mesmo.  Senna larga ao lado de Prost e joga o carro visivelmente em cima da Ferrari do rival, descontando o ano anterior, onde Senna foi a vitima de Prost e foi duramente punido por Jean - Marie Balestre, presidente da FIA, mas isso é outra história...
De qualquer forma, Senna foi o campeão de 90 novamente no Japão.
Na Austrália, Senna também não completou a prova.



Tricampeão, agora sobre o Leão.

E vem o ano de 1991. As McLarens de Senna e Berger apontam como favoritas, mas seriamente ameaçadas pela Williams de N. Mansell, que seria seu grande rival naquela temporada. A Ferrari não seria um carro competitivo em 91 e com isso Prost limitou-se a ser um mero coadjuvante.

Ayrton começa o campeonato de forma alucinante, conquistando 3 poles e 3 vitorias. Inclusive, conquistou sua primeira vitória no GP do Brasil de maneira heroica, terminando apenas com a sexta marcha. Depois, o brazuka teve um jejum de 5 etapas. E o mais impressionante: O jejum não foi apenas de vitórias, mas também de poles!
91 foi um ano atípico na carreira de Ayrton. Mesmo sendo campeão, não teve a soberania costumeira nas poles, porém foi muito mais constante e apenas 1 abandono. Reflexo de um Senna mais experiente e de um regulamento que não beneficiava tanto a maneira tão absurdamente inconsequente que o brasileiro pilotava. (Agora, todos os resultados eram considerados).

Senna volta a vencer no travadíssimo circuíto de Hungaroring, em Budapeste, Hungria. Foi pole e, como de costume, administrou.
E voltaria a vencer, agora em spa, na Bélgica.
Com a instabilidade do Leão, que abandonou diversos GP's naquele ano, Ayrton pode se manter sem vencer até a última etapa, na Austrália, debaixo de um temporal. E pela terceira vez foi campeão em Suzuka, quando Mansell, na necessidade de vencer o brasileiro, acabou cometendo um erro infantil e deixou o campeonato nas mãos de Ayrton, mesmo com a vitória de Berger.



Morte + Caos + Tapetão = Arerê

E 1994 se inicia como sendo o inicio de uma nova era na F1. Infelizmente, tanto para os brasileiros quanto para todo o automobilismo, naquele ano a F1 teve que lidar com a perda de um de seus maiores ídolos. Por sorte, outro grande nome do automobilismo mundial começou se afirmar naquele ano. Um tal de Michael Schumacher.
Aquela temporada com toda certeza geraria melhores argumentos do que qualquer argumento que eu possa vir a colocar neste post, mas o fato é que Schumacher e Senna só realmente duelaram por 3 provas, e todas ( por parte de Ayrton) incompletas.
Muito se esperava da Williams, que havia tido modelos fantásticos nos anos anteriores e que andava dominando o cenário da F1 com facilidade. Para a surpresa de todos, não foi oque aconteceu. E a Benetton  B194 com motores Ford de Schumacher conseguiu ser um carro que se mostrava, no minimo, com plenas condições de brigar com os da Williams.
A equipe de Sir Frank não contava com os três abandonos do brasileiro. Desta forma, Michael venceu as três primeiras etapas e ainda a etapa Monegasca, onde ainda um jovem Damon Hill começava a entender que agora seria ele a ocupar o cargo de primeiro piloto da equipe.

A temporada seguia com domínio absoluto do alemão, até que no GP inglês Schumacher não cumpriu dentro das voltas estabelecidas um "stop-and-go" por ter passado Hill duas vezes durante a volta de apresentação. Com isso, Schumacher foi suspenso em 2 corridas, desqualificado desta e viu uma temporada que já parecia ganha tomar outra forma a partir de então, com Hill empolgado por ter vencido em casa e por saber que Schumacher estaria fora por duas corridas.



Schumacher voltaria a vencer no GP húngaro e do jeito clássico: Largou na pode e de lá não saiu. Venceria também o próximo GP, o belga, mas irregularidades foram encontradas no assoalho do carro ( que, segundo os fiscais, estavam 1,5mm abaixo do permitido. Hill vence nessa etapa e nas suas seguintes, onde o alemão estava suspenso.
Assim, Schumacher viu a sua diferença para Hill despencar de 31 pontos para 1 ponto!

No GP da Europa, em Jerez, e no Japão, apenas houve uma troca de posições, onde Schumacher e Hill foram primeiro e segundo respectivamente, de maneira invertida. Assim, a diferença de um ponto foi mantida  e a decisão foi para a derradeira prova nas ruas de Adelaide, na Austrália.

Foi uma prova que coroou um ano caótico na F1.  Na volta 36...


Schumacher (obviamente sentindo a pressão) comete um erro horrendo e passa reto,  e acaba colidindo com os pneus, por sorte, estava lento e com isso conseguiu voltar para a pista. Como Hill estava prestes a ultrapassá-lo, o alemão não exitou em fechar a porta e colidir com o inglês, forçando o abandono de ambos.

Na minha opinião, Hill poderia ter esperado para tentar a ultrapassagem. Foi afobado. A atitude do alemão é muito questionável. Se na época, onde as leis não eram rígidas quanto a conduta desportiva como hoje, ela já foi...

A verdade é que o campeonato foi uma grande várzea. Michael também foi punido com um certo excesso pela FIA. Certamente o alto clero da época não queria um campeonato como o de 1992, coisa que estava se desenhando já que o alemão não tinha rivais a altura na primeira metade do campeonato.
Sabendo que já tinha interferido demais, a FIA resolveu "lavar as mãos" e deixar as coisas como estavam. Foi a cereja do bolo de um ano para a F1 esquecer.  


Bem tranquilo

Agora em 1995, a história foi outra: Sem a pressão para garantir o título mundial, o alemão sobrou e muito. A Benneton B195, agora equipada com motores Renault, não encontrou adversários naquele ano. Schumacher terminou aquela temporada com 9 vitórias, (sendo uma delas na Bélgica, largando em 16º),  4 poles position, 11 podiuns, 3 abandonos e 102 pontos contra 4 vitórias, 7 poles, 7 abandonos e 69 pontos do rival e segundo colocado no campeonato, o inglês Damon Hill.
Schumacher sagrou-se campeão no circuíto de Aida, Japão, faltando além desta mais 2 corridas para o fim do campeonato.



O fim do milênio e o começo de uma nova era.

Muito tempo se passou, ( 5 anos na verdade) e Schumacher, mais velho e consequentemente experiente, partindo para a sua quinta temporada com o carro vermelho de Maranello rumava para o que muito achavam que seria questão de tempo: O título.
Michael foi para a Ferrari e levou consigo todo o seu staff, incluíndo Ross Brown e ainda somando com a presença de Jean Todt, montaram ao longo dos anos um conjunto que se tornou praticamente imbatível.
Naquele ano de 2000, era Ferrari F-2000 x McLaren MP4/15 e nada mais. Apenas Schumacher, Coulthard e Hakkinen venceram corridas naquele ano. Talvez um piloto de menor calibre, e/ou com menos liberdades dentro da equipe, coisa que acontecia com Rubens Barrichello na Ferrari, poderia fazer toda a diferença para a equipe dos "flexa de prata", uma vez que conquistaram o título de construtores, mas perderam o título de pilotos. O brasileiro ficou com o quarto lugar e ainda conquistou sua primeira vitória na carreira saindo do 18º lugar em Hockehein.

O alemão começou arrasador, vencendo as três etapas iniciais. Em seguida Hakkinen e Couthard conseguiram se recuperar e Schumacher teve uma fase difícil no meio do campeonato, onde abandonou  4 vezes ( Mônaco, Alemanha, Áustria e França).
A reação foi esmagadora: Dois segundos lugares, seguidos por quatro vitórias. Todas seguidas.
Schumacher havia então se acertado com a Ferrari. Deixou de ser apenas um bi-campeão.

Começou uma era que certamente os alemães desejavam nunca terminar.

Acho que Wolfigang Von Trips, onde estivesse, teria gostado disso.

É importante lembrar que nessa mesma temporada, Schumacher, ao vencer o GP Italiano, supera o número de vitórias de Senna e chora. Sinceramente, não sei se o brasileiro representava algo para Michael, mas o fato é que ele tinha consciência do recorde que estava quebrando.





Agora, nem a McLaren...

2001 começa com o domínio do piloto alemão novamente. Schumacher já corria como um relógio, obedecendo de maneira fiel as ordens de Ross Brown, fazendo voltas de qualify logo antes dos pits, conquistando lugares valorosos. Tudo isso somado ainda ao trabalho de escudeiro feito por Barrichello e a confiabilidade de sua Ferrari ser cada vez maior, o que fez com que Schumacher fosse acima de tudo constante. Só não foi ao podium por três vezes em 2001, sendo que duas vezes foram por abandonos e uma por ter conquistado um quarto lugar.
Sem contar que de todas as vezes que Michael foi ao podium, NENHUMA delas ele foi no terceiro posto.

Outro fator muito importante naquele ano é o de que os adversários de Schumacher se revezavam nas poucas vitórias que conquistavam. Hakkinen teve um ano para esquecer, Couthard conseguiu um ótimo vice-campeonato, mas bem longe do alemão.
As Williams pareciam esboçar um sinal de vida, agora com um motor BMW e uma dupla de pilotos promissores: O abusado Juan Pablo Montoya, que já tinha feito estragos na Indy ( ou CART na época) e Ralf, o irmão mais novo de Michael.
Porém, cada um deles venceu apenas uma prova. O que era pouco para ameaçar Schumacher.

Michael foi campeão com 9 vitórias e 11 poles em 2001.
Obteve uma vantagem de 58 pontos sobre Coulthard.



Já ficou sem graça

Acho que a grande discussão sobre o campeonato de 2002 é se esse foi a temporada mais sem graça da F1 ou se houve outra. Sinceramente, vai ser difícil achar.

Schumacher esmagou todos os outros pilotos. Foram 11 vitórias, 7 poles e muitos recordes quebrados.
Além disso, foram 67 pontos a frente do segundo colocado, Barrichello. Mais uma prova da superioridade da equipe, do carro, e por fim, do próprio Michael.

É bem verdade que houve o desnecessário gesto da troca de posições na Áustria, onde Barrichello entregou  o primeiro lugar ao alemão. Até Michael ficou sem graça no podium, cedendo o primeiro lugar ao brasileiro ( puro teatro, na minha opinião). Mas isso é outro assunto...

A partir desse ponto, os homens do "alto clero" da FIA  começaram a se preocupar: Schumacher já havia igualado a marca de Fanggio e já era comparado aos grandes nomes da F1, principalmente o de Senna. O temor dos homens fortes da F1 não era esse, mas sim que a soberania do alemão causasse o desinteresse do público em geral e isso já estava começando a acontecer...


Novos nomes, velho campeão.

O que parecia anunciar como mais uma temporada modorrenta para todo o planeta com a exceção da Alemanha, se mostrou completamente diferente com a evolução significativa da Williams de Montoya e o surgimento de um outro nome que futuramente entraria para o hall de campeões do mundo: Kimi Haikkonen.

Schumacher teve bem mais trabalho nessa temporada, vencendo apenas 6 GP's e tendo resultados que não eram comuns nos anos anteriores como sétimo e oitavo lugares. A falta de experiência do finlandês e o arrojo excessivo que acabou por muitas vezes acabou se tornando afobação do Colombiano foram detalhes fundamentais no sexto título do alemão. Além disso, começou a surgir um outro nome que no futuro faria muita diferença no caminho de Michael, Fernando Alonso, que venceu o GP húngaro desse ano.


Apesar dos bons nomes que apareciam e do carro inferior ( Ferrari F2003-GA), Schumacher, mesmo com um desempenho abaixo de anos anteriores conseguiu seu hexacampeonato na ultima etapa, em Suzuka.

Kimi precisava vencer e o alemão não poderia pontuar. Schumacher largou em 14º por ter tido problemas , mas Haikkonen também teve um desempenho abaixo do esperado e largou apenas em 8º.
Schumacher ainda acabou tendo uma pequena colisão com Takuma Sato, o que o obrigou a trocar o bico do carro, justamente quando Kimi estava em segundo.

De qualquer forma, Schumacher conseguiu se recuperar e conseguir um oitavo lugar, o que lhe conferiu o sexto título. Se mesmo assim não tivesse conseguido pontuar, se sagraria campeão graças a boa corrida de Barrichello, que venceu e barrou Haikkonen.

Para alguns, parecia a soberania de Schumacher não seria a mesma. Para outros, a chance de vencer o alemão havia se perdido.




Sem graça demais!

É, quem tinha a esperança que o reinado de Schumacher iria acabar no ano de 2004 viu isso ser desmentido de uma maneira completamente inversa: Schumacher dominou completamente a temporada. Apenas não venceu em Mônaco, Spa, Monza, Xangai e Interlagos. O F2004 foi muito superior aos demais. Tanto que ficou 143 pontos a frente da segunda colocada no mundial de construtores, a BAR, mais do que os proprios 119 pontos que a BAR conseguiu fazer no ano todo.

De todos os anos em que correu na Ferrari, sem duvida esse era o ano que Michael tinha o melhor carro. Prova disso foi a superioridade de Barrichello, segundo piloto mais do que declarado nesta época, sobre todos os outros pilotos.

Schumacher se sagrou campeão em Spa, com mais 4 corridas restantes. Conquistou 13 vitórias na temporada, superando seu próprio recorde de 11 vitórias conquistado em 2011 e tornou-se, com completa contundência, o único heptacampeão da história da F1.




Conclusão:

 A análise aqui leva em consideração as vitórias. É bem verdade que existem detalhes que até podem fazer a diferença, como carros, adversários e outras coisas mais. Mas isso será discutido em outros posts e aí sim, serão devidamente levados em consideração. Aqui, não.


Neste post que leva o ponto é o alemão. Para começar ele venceu 7 vezes ao contrario das 3 de Ayrton e em vários casos ( principalmente em 2002 e 2004) venceu com muita vantagem. Como Schumacher venceu mais e com maior diferença sobre seus adversários, pra mim, nesse quesito, ele foi o melhor.   




   

domingo, 28 de abril de 2013

Podia ter sido melhor, hein Penalty?

Enquanto o São Paulo se esforça para passar ( ou para ser eliminado, sei lá) contra o destemido Penapolense estava olhando os comentários do povo no Facebook sobre a tal terceira camisa do time do Morumbi.
Como não estou vendo o jogo, ( já disse em algum outro post, não dá pra levar em consideração nenhum jogo de time grande em campeonato estadual. PONTO.), resolvi dar uma zapeada no Sportv e vi tal vestimenta.
Entendi o tal falatório. A camisa é... digamos... esquisita.

Veja.

Parece camisa de time não licenciado no PES. Insossa.

De qualquer forma, uma tentativa de lançar um terceiro uniforme é sempre válido, e geralmente causa polêmica. Principalmente em terras tupiniquins, onde tal prática ainda não é tão comum assim.

Resolvi fazer uma certa pesquisa e dar uma mãozinha a penalty, para que numa próxima vez eles tenham ideias um pouco melhores.
Ps: Todos aqui são modelos numero 3.

1) Barcelona.

2) Urawa REDS

3) Sochaux



Pra não falar que só disse de times estrangeiros, times brasileiros (no caso, paulistas) também já se arriscaram nessa de lançar um terceiro uniforme. Uns foram bem sucedidos, outros, nem tanto.

4) Santos


5) Palmeiras



6) Corinthians




Dessas todas, achei muito legais a azul do Palestra, a vinho do Corinthians, a do Sochaux ( que por sinal, tem todos os uniformes muito bons!), a do Urawa, que soube usar muito bem uma cor completamente oposta a sua. A do Barcelona não é tão legal, mas passa. 
Agora, a roxa do Corinthians ( que na época deu o que falar) e a azul do Santos...

A iniciativa do São Paulo em lançar, mesmo que de forma comemorativa, uma nova camisa é sempre válida.
A camisa não é legal, fato.
Não sei se a confecção estranha da camisa tenha tentado burlar o estatuto tricolor, que impede a criação de uma terceira camisa. Não é desculpa.

Mas que o São Paulo e a Penalty aprendam com tal erro e numa próxima vez, que espero que exista, façam uma camisa mais legal.

Os tricolores e os colecionadores de camisa ( nos dois casos, eu) agradecem

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A seleção era o herói. Ricardo Teixeira e a CBF a transformaram em um vilão.

Ultimamente venho notando um triste fenômeno aqui no Brasil. Para melhor ilustra -lo, vou contar uma historia (verídica):

Resolvi assistir a um dos jogos da copa das confederações  Estarei em BH para ver Japão x México. De fato um jogo interessante, com duas equipes medianas que ate podem tomar uma vaga de Brasil ou Itália.
Para esta empreitada, chamei uns chegados que também admiram nosso esporte bretão  Porem, me dei conta de que concomitantemente a este jogo estará acontecendo o jogo entre Brasil x Itália  possivelmente valendo a vaga para um ( ou os dois ) time(s) e resolvi avisar o povo.
Ninguém se importou.


O que quis mostrar com isso?


Simples. Não ha mais uma identificação do povo brasileiro com a sua seleção. E por que?

Um motivo e a internacionalização do futebol: Hoje podemos acompanhar do sofá jogos das seleções ( sem falar nos clubes) dos mais variados continentes. Qualquer criança de 7 anos que goste um pouquinho mais de futebol já sabe o nome de meia duzia de jogadores estrangeiros. Algo improvável ha 20 anos atras.
Outro, e muito mais grave motivo e a total incompetência da CBF ao afastar a seleção do seu próprio pais.


Ricardo Teixeira vendeu os direitos dos amistosos da seleção a uma empresa saudita ate a copa de 2018. E toda empresa visa unica e exclusivamente o lucro. Justo.
O problema e que isso e bom apenas para a tal empresa e não para a instituição "seleção brasileira". Aonde já se viu um amistoso como Brasil x Argentina ser jogado em Londres ou em Doha. E ridículo!

Ao longo dos anos a seleção foi lentamente perdendo espaço no coração do torcedor brasileiro. Os jogadores dos clubes brasileiros dificilmente usavam a camisa amarela, já então dominada por jogadores que estavam brilhando na Europa.

A seleção e o clube do coração já não pertenciam mais ao mesmo mundo.


Um trabalho de resgate ao orgulho de torcer para a seleção brasileira deveria ter sido feito, e já ha um bom tempo. Nada foi feito.
Muito pelo contrario: A imagem da maior campeã mundial foi cada vez mais manchada por convocações muito mais voltadas ao interesse financeiro de alguns do que o interesse técnico do time, péssimas atuações, total falta de compromisso marcando amistosos ridículos como o de hoje contra o Chile ou o superclássico das Américas ( que mancha o nome da antiga copa Rocca), que não adicionam em nada para a seleção.
Com isso, para piorar, a seleção atrapalha os clubes, levando jogadores preciosos em momentos importantes, como as finais de alguns estaduais. ( se bem que esses já podiam ter sumido também...)
Dessa forma, a seleção acabou se tornando um inimigo para o torcedor.
Ricardo Teixeira & cia só se preocuparam com seus próprios interesses e hoje a situação esta desse jeito.

Pior do que a seleção jogar mal é ninguém mais ligar para isso.

Se nada for feito, a tendencia e que as coisas só piorem.

Não e tarefa fácil, mas uma grande atuação nos próximos torneios, seguidos de uma aproximação maior com o Brasil são um bom caminho.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Auf Wierdesehen Barça?

Para aqueles que gostam de um futebol bem jogado, essa tarde de 23 de abril de 2013 é para ser guardada na memória por um bom tempo.

O Bayern, mesmo entrando com um simples 4-5-1 fez uma marcação eficiente e impediu grandes progressos do meio campo catalão. É bem verdade que o primeiro tempo foi bem pegado e que, na minha opinião, o gol do time bávaro foi irregular. ( Falta de Dante, que fez o passe para Muller, que, por sinal, beirou a perfeição hoje)

Já no segundo tempo a história foi outra. Os alemães empurraram o Barça para seu campo de defesa. Xavi, Iniesta e Messi foram completamente anulados e aos poucos o time de Munique foi montando uma goleada histórica.

Há quem diga que Muller fez falta em Jordi Alba no gol antológico de Robben, que decretou de uma vez a vitória dos bávaros, acabando com qualquer chance de reação do time espanhol. Pra mim, não houve nada. Na verdade, se fosse aqui no Brasil, a história seria outra...

Os 4x0 foram o reflexo de uma atuação precisa e cirurgicamente eficiente, de um time com muita raça e muito talento. O Barcelona, que para mim ainda é o grande time a ser batido, parece ter mais um grande rival à altura.

E agora? Acabou?

A lógica diz que sim, pois o Bayern está longe de ter o elenco limitado do Milan e para piorar tem uma vantagem duas vezes maior do que o time Italiano tinha sobre o barça.
Se o barça tiver o equilíbrio que não teve nos últimos 20 minutos de jogo e jogar como jogou contra os milaneses, no mínimo teremos outro jogaço.

Torço, e muito, por isso.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Uma coisa é ter raça, outra é jogar bem

Para começar, o São Paulo nem de longe fez uma boa partida no que diz respeito a técnica.
Começou jogando de maneira tensa e desorganizada. Porém com muito, mas muito empenho.

Esse foi um dos diferenciais. Todos correram e marcaram muito. Compensaram as ausências de Jadson, Maicon e Luiz Fabiano. Mas não jogaram bem, não mesmo.

No primeiro tempo o tricolor paulista não produziu nenhum ataque efetivo. Apenas lançamentos e cruzamentos que paravam nas mãos do ótimo goleiro Vitor.
Para ser justo, Vitor só foi realmente exigido na primeira descida tricolor.

Na segunda etapa o time do Morumbi estava mais solto e mais organizado. Ganso esteve melhor e o pênalti saiu providencialmente logo no inicio. Rogério Ceni fez o que tinha que fazer.

O jogo fluiu bem mais depois disso, e até Ademilson fez o dele.

O outro diferencial desse jogo foi a postura do time mineiro. Me pergunto até agora do por que Cuca ter colocado 3 volantes. Devia ter ido pra cima do tricolor paulista, ou então povoado o meio campo afim de travar o elenco tricolor, não ficar no contra ataque. Atraíram demais os paulistas para seu campo.

Os mineiros poderiam pegar o fraquíssimo Arsenal e acabaram tendo como adversário na próxima fase o próprio São Paulo. A situação fica bem mais perigosa, mas ainda o atlético é bem mais time e vai decidir em casa. Por isso é o meu meu favorito para chegar ás quartas.

O que serve de incentivo aos tricolores é que geralmente os melhores times da primeira fase não conseguem avançar muito nas fases seguintes ( que digam Corinthians e Fluminense em 2011 e 2012)

Se quiser avançar ás quartas de final, o são paulo terá que ter muito mais do que vontade.

Uma coisa é ter raça, outra é jogar bem.      

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Acredita em milagre? Joga no bicho e aposta no Ganso!



E chegou o dia D para o São Paulo.

D, E, F, G... Z!!!

Hoje, o tricolor paulista joga sua sorte na libertadores da América. Sendo mais extremista, joga o seu ano e até a sua dignidade nesse jogo.

Mas, por que tanto?

É fato que a campanha do time do Morumbi já pode ser considerada muito fraca na liberta 2013. Mas terminar em último do grupo e ainda com a sua pior campanha na história é algo que nenhum jogador com um mínimo de bom senso queira carregar no currículo.

Existe salvação?

Existe. Mas está longe de ser fácil.
Para começar, tem que vencer apenas o melhor time desta primeira fase da libertadores, um tal de Atlético Mineiro. Como se não fosse suficiente, ainda precisa torcer por um tropeço do The Strongest contra o Arsenal, em Sarandi, Argentina.
Na teoria, não parecer ser nenhum absurdo. Tanto o São Paulo quanto o Arsenal jogam em casa e a camisa do time paulista pesa muito mais quando se trata de tal torneio. Mas...

... o time paulista está longe de ter uma campanha consistente esse ano, como já falei nas linhas acima e em outros posts. Outra coisa é que o galo está num dos melhores momentos de muitos anos. Cuca montou um timaço, Ronaldinho parece que voltou a ter a motivação necessária pra jogar o que sabe e  Bernard, Jô e cia parecem jogar por música.

O que conta a favor do time paulista é o fato de não perder nos últimos 16 jogos de torneios internacionais ( Liberta e sul-americana)  no Cícero Pompeu de Toledo e para os mais xiitas, pode-se dizer que o galo mineiro apenas "deitou" em adversários muito fracos. É bom lembrar que o grupo 3 não é nem de longe um dos grupos mais tecnicamente equilibrados.

E é justamente com esse mesmo argumento que começo a listar os pontos contra: Se o time de BH só jogou contra times mais fracos, o mesmo vale para o tricolor paulista, e... enfim...
Além disso, o São Paulo não contará com Jadson e Luiz Fabiano, suspensos. ( No caso do camisa 9, achei injusto os 4 jogos de gancho. Desproporcional. Vi jogador do Arsenal quase arrancar a perna de R gaucho e sequer ser expulso.)
A bomba fica na mão de Oswaldo, Aloísio e Ganso. Principalmente Ganso.
Existem jogos que mudam o curso da carreira de um jogador. Hoje é o dia de Ganso.
Será?

Ps: O ganso não existe no jogo do bicho