terça-feira, 28 de maio de 2013

Na terra de Tony Hulman, foi a vez do Kanaan


Olha, mesmo sendo fã de automobilismo, especialmente dos monopostos, nunca gostei muito de circuito oval.

Desde pequeno sempre achei que o legal em oval deve ser correr e não assistir ( não que nos outros tipos de circuito não seja assim, mas nos ovais a diferença é maior), principalmente nos últimos anos, onde as corridas táticas tem se tornado tão mais frequentes.

O jeito de se correr no oval é outro. E de se assistir também.

Mas nesse domingo a história foi outra.
Pra começar, não era qualquer gp. Não era Nazareth, Fontana, Chicago, Homestead, Las Vegas, entre outros. Era Indianapolis.

Vencer lá não é para qualquer um. Assim como vencer em Monaco. Me atrevo a dizer que é até um pouco mais. É bom lembrar que os ovais, além de circuitos obviamente velocíssimos, são implacáveis com aqueles que erram. Muitas das vezes, mortais.

Zapeando a tv no domingão me deparei com a quase esquecida corrida. Faltavam 50 das 200 voltas no circuito de 2,5 milhas. Fiquei observando a troca frenética de posições, quase um arerê, entre todos os pilotos, torcendo por uma bela batida, obvio.

Sem dúvida,o talento conta muito. Mas sem um certo pingo de sorte, ninguém se sagra vencedor numa corrida como essa.

O negócio começou a ficar realmente interessante nas ultimas 20 voltas, onde os pilotos já haviam feito as suas ultimas paradas para reabastecimento  e você não sabia que ainda estava economizando e que estava usando a mistura que fornecia a maior potência.

Para melhorar, Tony Kanaan, que ao longo de mais de uma década viu diversos pilotos se consagrarem neste oval ( incluindo o compatriota Helio Castroneves) estava bem posicionado, chegando até liderar naqueles instantes decisivos.

Faltando 6 voltas, o brazuka estava em segundo quando aconteceu uma bandeira amarela. Na relargada, faltando 3 voltas, Tony pulou na frente, e por um daqueles caprichos do destino, aconteceu uma outra bandeira amarela.

Gritei no sofá.

Pela primeira vez vibrei com uma corrida desse tipo, já que não vi a vitória de Emerson Fittipaldi, que foi numa circunstância muito parecida ( a diferença é que a batida foi justamente de Al Unser Jr)
Foi legal ver a torcida americana vibrando pelo Kanaan, que sem dúvidas, é um dos mais carismáticos pilotos no nosso automobilismo na atualidade.

Na terra de Tony Hulman, foi a vez do Kanaan.



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