segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Senna, Schumacher e o velho bate - boca. Parte 1
Resolvi usar o ocioso mês de Janeiro para fazer uma sequencia de postagens sobre um assunto especial; Meio que como uma série mesmo.
Como bom fã de F1 que sou, decidi então escrever algo sobre uma das maiores polêmicas na categoria há alguns bons anos: Quem é o maior piloto de todos os tempos na F1, Senna ou Schumacher?
Não quero apenas olhar dados brutos, ou apenas citar corridas memoráveis. A intenção, aqui, é analisar o máximo de pontos possíveis, afim de fazer uma comparação justa, sem patriotismos ou baseadas apenas em números.
Cada post será referente a um assunto ou "quesito" no qual tentarei avaliar quem foi melhor.
É claro que nem de longe sou o dono da verdade e tenho a ultima palavra.
Comentários, opiniões e críticas serão mais que bem vindas!
So... Let's go!
Parte 1 - O início
Queria fazer uma comparação entre o primeiro ano de cada um deles, mas (como será possível entender adiante) ficou complicado. Por isso, resolvi considerar as duas primeiras temporadas de cada um deles.
Ayrton começou na Toleman, uma pequena equipe inglesa que permaneceu na F1 entre 1981 e 1985. Seu primeiro grande premio foi justamente aqui, na sua terra natal, porém no finado circuíto de Jacarepaguá. Estreou largando na 16ª posição e durou por oito voltas, tendo problemas no turbo.
Schumacher estreou na F1 tendo que substituir o belga Bertrand Gachot, que havia sido preso por envolvimento num acidente de transito. Sua primeira (e única!) corrida na gloriosa equipe Jordan foi no rápido circuito de Spa, na Belgica. O alemão foi a sensação dos treinos livres por conseguir o 7º lugar no grid, mas assim como Ayrton, não conseguiu completar a primeira prova: a embreagem da sua Jordan o deixou na mão, sem ter ao menos completado uma volta sequer.
Na prova seguinte, no GP belga, em Monza, Schumacher migrou para a Benneton, ficando no lugar do brasuca Roberto Pupo Moreno, que foi demitido após o GP de Spa. O curioso é que na Bélgica Pupo foi o 4º e ainda fez a melhor volta da prova. Schumacher, então, já tinha um carro mais competitivo, com totais condições de chegar à zona de pontuação (que naquela época limitava-se até à 6ª colocação). Mas, o que chama mais a atenção não foram seus pontos marcados na Italia, Portugal e Espanha, mas, sim, que tinha um desempenho tanto nas corridas quanto nos treinos por varias vezes melhor que seu companheiro de equipe, um tal de Nelson Piquet. O alemão terminou aquele ano com quatro pontos em seis GPs.
Ayrton, assim como Michael, pontuou na segunda corrida de sua carreira, em Kylami na Africa do Sul.
Além disso, Senna pontuou em mais quatro corridas: Bélgica Mônaco,UK e Portugal. Dessas só não chegou ao pódio na Bélgica.
Curiosamente, no inicio da temporada, Ayrton teve dificuldade nos treinos classificatórios, chegando a não se classificar para o GP de San Marino, e além disso, nessa ocasião, chegou a ser superado por seu companheiro de equipe, o venezuelano Johnny Cecotto. Porém, em todas as outras provas daquela temporada o brasileiro teve um desempenho melhor ou ao menos igual ao seu companheiro de equipe ( haja visto que Cecotto terminou apenas um GP naquele ano).
Ainda em 1984, Senna mostrou ser um piloto incomum na chuva, ao conseguir o 2º lugar em Mônaco, superando Nikki Lauda e não terminou no topo do pódio simplesmente porque a prova interrompida devido a chuva.
Senna também não correu no GP de Monza, na Itália, punido pela Toleman por ter assinado contrato com a Lotus. Terminou aquela temporada com 13 pontos de 15 (considerando San Marino) GPs disputados.
Em 85 Senna, com um carro mais competitivo, conseguiu uma vitória já na sua segunda corrida, no Estoril (sendo esta um Grand Chelem - pole, melhor volta e todas as voltas na liderança). Além desta, conseguiu também uma vitória no GP da Bélgica. Algo muito significativo para um ano que tivemos oito vencedores, de cinco equipes diferentes.
A Lotus era um carro muito bem ajustado para os treinos classificatórios, prova disso foi a sequencia de cinco poles seguidas da equipe (quatro de Ayrton e uma de seu companheiro, o italiano Elio de Angelis), porém deixava a desejar tanto no ritmo de corrida quanto na confiabilidade. Ainda assim, Ayrton foi levemente superior a seu companheiro de equipe, tanto nas corridas quanto nos treinos.
Senna termina tal temporada com 38 pontos, um belo 4º lugar no mundial de pilotos e o status de primeiro piloto unânime da equipe, fazendo com que Angelis migrasse para a Brabham, onde veio a falecer em 86.
Schumacher teve em 1992 uma temporada bem mais constante do que Senna em 1986, ficando em 3º lugar (na frente do próprio Ayrton, que conquistou o 4º lugar na classificação geral aquele ano), apenas atras das montruosas Williams de Nigel Mansell e Ricardo Patrese e conquistou sua primeira vitória no grande premio da Bélgica, porém não conseguiu nenhuma pole position nesse período.
Seu desempenho foi bem superior ao de Martin Brundle, seu companheiro de equipe, marcando quase 20 pontos a mais do que o inglês e com posições melhores no grid.
Conclusão:
Ao brasileiro, pesam a favor uma temporada com um carro consideravelmente mais fraco,e uma segunda temporada com uma sequência de poles - position e duas vitórias, um grand chelem e isso mesmo com o 4o melhor carro da competição.
Ao alemão, pesam a favor um inicio arrebatador, fazendo corridas na frente de um companheiro tri-campeão do mundo e uma temporada muito sólida, colocando o 2o melhor carro da competição na terceira colocação no mundial de pilotos e ficando na frente do próprio Ayrton, já tri-campeão.
Para mim, o brasileiro leva a melhor nesse quesito.
Schumacher teve um inicio de carreira invejável, podendo até ter brigado por título se não fossem aquelas Williams de 92 os melhores carros que já existiram na F1. Porém isso entra no mundo da especulação. O que Senna fez em 84/85 foi mais assombroso.
E isso foi só o começo.
Ps: A Toleman foi comprada em 1986 pelo grupo Benetton tornando-se esta a Equipe Benetton. Curioso, não?
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Eterna discussão.....na minha opinião, que é a aquela também que normalmente a que prevalece naquelas eleições que vemos por aí....é que Senna é melhor.....porém os números gerais dizem o oposto....porém não entendo nada de números, e se não entendo, não poderia concordar com eles....rsrs
ResponderExcluirTem algumas coisas colocadas no post que acredito que valeriam como critério de avaliação:a primeira, a diferença de equipamento que os dois tiveram no inicio de carreira e o que conseguiram obter nessa época....e outro ponto importantíssimo é a questão do equilíbrio citado na primeira ou segunda temporada do Senna, qdo houveram 8 vencedores diferentes.Um parâmetro interessante para saber o qto alguém é bom em algo é:contra quem ele competiu...façamos um exercício:cite os 5 gdes adversários do Senna na F-1....ok, agora procure lembrar de 5 (grandes) adversários do alemão....tem mais coisa pra falar, mas comento no segundo post!!!só uma sugestão:seria legal se pudesse lembrar pra nós,se possível,as modificações tecnológicas que deixaram o carro mais fácil de se guiar no período que os dois competiram!abç!
Se for mensurar somente o começo da carreira dos dois, eu colocaria o Senna no topo. Eu julgo como sendo um piloto FODA de F1 aquele que se sobressai mais com um equipamento cagado. O Schumi teve um Benneton no começo da carreira, sendo esse carro um dos melhores das temporadas de 91 e 92. Piquet fez bastante coisa com o carro. Já o Senna tinha o carro mais fraco da temporada de 84. Aquela Toleman tinha motor 4 cilindros e era virtualmente a Scuderia mais fraca de todas da época. Coloco o Senna na frente somente pelas conquistas com um equipamento inferior.
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